CONSULTÓRIO MÉDICO

Cigarro e excesso de exposição solar prejudicam a produção de colágeno

  • 20 de novembro 2017
  • por Editor

Você certamente já ouviu falar do colágeno, proteína mais abundante no nosso organismo que dá firmeza, elasticidade e estrutura à pele. No entanto, não é só na pele que ele é encontrado, mas também nas articulações, músculos, vasos sanguíneos e ossos.

 

 

E será que o colágeno é “infinito” no nosso organismo? Infelizmente não. Segundo a dermatologista da Neoderme e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Giseli de Mattos Diosti Stein, após os 25 anos a pele passa a produzir menos colágeno e, além disso, inicia-se um processo de degradação natural dele, que se acentua com o passar dos anos.

 

“Estima-se que o colágeno diminua 1% ao ano. E nas mulheres depois da menopausa ocorre uma diminuição abrupta de 30% nos primeiros anos após a menopausa”, acrescentou.

 

A especialista lembrou, ainda, alguns fatores que podem influenciar na diminuição da produção natural dessa proteína. “A produção de colágeno na pele é afetada principalmente pelo excesso de exposição solar e cigarro. O fumo, inclusive, leva ao envelhecimento precoce, à dificuldade de cicatrização e ao aumento do risco de algumas doenças de pele. Além desses fatores, vale citar a má alimentação, menopausa, alguns medicamentos e algumas doenças genéticas ou adquiridas que podem diminuir a produção da proteína”, ressaltou Giseli.

 

Colágeno a partir dos 25 anos

Fundamental para o funcionamento do nosso organismo, o colágeno pode ser reposto a partir dos 25 anos, de 8 a 10g por dia, na forma de colágeno hidrolisado (suplemento alimentar). No entanto, os benefícios maiores são notados principalmente após os 35 anos.

Para aqueles que apostam numa alimentação saudável, vale a pena incluir no dia a dia alimentos ricos em proteínas, que fornecem os aminoácidos essenciais para a produção de colágeno. “Os mais importantes são as carnes, peixes, leite e derivados, cereais integrais, castanhas e nozes”, acrescentou a especialista.

 

Vantagens do colágeno hidrolisado

De acordo com a dermatologista, as vantagens do colágeno hidrolisado incluem a reposição dos aminoácidos essenciais para a formação do colágeno que não foram adquiridos pela alimentação. “Alguns estudos mostram que a ingestão do colágeno hidrolisado melhora a espessura da derme, deixando a pele mais firme, e atuando também na hidratação dela”, ressaltou.

 

Faça uma avaliação dermatológica

Há estudos que evidenciam que a reposição de colágeno hidrolisado pode melhorar o grau de hidratação da pele e a firmeza. Porém, se o paciente tem a pele desidratada e com envelhecimento acentuado, é importante passar por uma avaliação médica.

“Aconselhamos que o paciente faça uma consulta com um dermatologista, pois ele é o profissional que poderá sugerir o melhor tratamento. Somente a reposição de colágeno via oral não será suficiente para eliminar os sinais do tempo. Geralmente são associados tratamentos locais com cremes ou procedimentos que estimulem a produção da proteína, para que o resultado no quesito hidratação e rugas seja melhor”, finalizou a especialista.

 

Sobre Giseli de Mattos Diosti Stein
É graduada em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Clínica Médica pelo Hospital de Clínicas da UFPR e especialista em Dermatologia pelo Serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas da UFPR. Possui título de especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é membro efetivo da SBD e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Também é membro efetivo do Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM) e membro efetivo do International Academy of Cosmetic Dermatology (IACD).

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