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A importância de dormir bem: 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio

  • 13 de março 2019
  • por Repórter

(Foto: Reprodução/Pixabay)

 

 

Até o dia 17 de março, acontece a Semana do Sono, data definida pela comissão da Sociedade Mundial do Sono para celebrar o Dia Mundial do Sono, comemorado em 15 de março.

 

 

A ação é realizada anualmente e tem a finalidade de chamar a atenção da população sobre a importância de dormir bem, já que, “uma noite mal dormida pode comprometer o desempenho das atividades diárias, pois é responsável por causar dificuldade de concentração, alterações da memória e do humor, entre outros sintomas”, afirma a médica neurologista Ester London, especialista em sono do Hospital VITA, em Curitiba.

 

 

A preocupação excessiva e a falta de sono podem aumentar o risco de hipertensão, doenças degenerativas, ansiedade e depressão. A neurologista explica que é durante o repouso que organismo volta à condição na qual iniciou o dia. “É nesse período que acontece o relaxamento muscular, redução da pressão arterial, dos batimentos cardíacos e da produção de urina”, relata. Confira:

 

 

 

O sono é essencial para a consolidação da memória, assim como para a saúde em geral. Embora as pessoas variem muito em suas necessidades de sono individuais, estudos mostram que o ideal são de seis a oito horas de sono por noite. Ter um sono de qualidade é ainda mais importante do que a quantidade de horas dormidas. Dra. Ester conta que a privação de sono leva a danos secundários, isto é, dormir pouco aumenta os riscos de diabetes, hipertensão, estresse, obesidade, entre outros problemas. Levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que cerca de 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono, como insônia, terror noturno, apneia e sonambulismo.

 

 

Sono e doenças degenerativas

 

 

Estudo recente, realizado pela Academia Americana de Neurologia, associa a falta de sono ao aumento de chance de desenvolver doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson. É durante o sono que é realizada a limpeza do sistema neurológico, nesta hora ocorre a limpeza dos acúmulos da atividade celular e dos radicais livres. “A falta de descanso pode aumentar as chances de demências”, alerta Dra. Ester.

 

Diagnóstico

 

As alterações no sono podem ser identificadas com o auxílio de uma análise chamada de polissonografia. O exame também é indicado para diagnosticar a apneia, roncos, ranger de dentes (bruxismo), fibromialgia, entre outros transtornos.

 

A polissonografia é um exame que é realizado no Laboratório do Sono, no qual é reproduzido o ambiente de um quarto, onde o paciente passa a noite e tem o sono monitorado por um técnico, por câmeras e eletrodos que servem para medir as atividades cardíaca e cerebral, ronco, movimentos e oxigenação, e tem como objetivo monitorar o sono e avaliar diversos parâmetros. “A partir dos resultados, o médico tem as informações necessárias para tratar o problema da pessoa”, afirma a especialista.

 

 

Higiene do sono

 

Segundo Dra. Ester, mudar alguns hábitos já é um bom caminho para melhorar a qualidade do sono. Confira as dicas:

 

– Procure deitar e levantar no mesmo horário todos os dias;
– Desligue os eletrônicos (celular, tablet, computador) pelo menos uma hora antes da hora de dormir;
– Leia um livro e/ou escute uma música suave para relaxar;
– À noite, prefira refeições leves;
– A temperatura do quarto deve ser suave também (no máximo, 22 º C);
– Vista um pijama confortável;
– Roupa de cama limpa também ajuda a dormir bem;
– Evite atividades físicas perto da hora de dormir (prefira os alongamentos e relaxamentos), mas não deixe de praticar exercícios físicos regularmente, ao menos três na semana. “A atividade física aeróbica é um hábito que contribui para melhorar a qualidade do sono”, enfatiza a neurologista.
– Evite ingerir bebida alcoólica ou com cafeína à noite;
– O sono é induzido pelo relaxamento e a falta de luz, então relaxe e deixe o quarto escuro para seu cérebro liberar a melatonina;
– Se acordar durante a noite e não voltar a dormir, pegue um livro para ler, isso ajuda.

 

 

(Fonte: Via assessoria)

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