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Maior evento do Oncologia lança luz sobre novo tratamento para câncer Pâncreas

  • 12 de junho 2019
  • por Repórter

(Foto: Reprodução/Pixabay)

 

 

O câncer de pâncreas decorrente de mutação nos genes BRCA 1 e 2 ganhou uma nova abordagem terapêutica. O estudo POLO, apresentado na sessão plenária do Encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), que acontece até 4/6 em Chicago (EUA), apontou que um quinto (22%) dos pacientes que receberam o tratamento com olaparibe – medicação que atua na reparação do DNA – já tinham superado os dois anos de sobrevivência à doença sem progressão.

 

 

A pesquisa mostrou ainda que entre os pacientes que receberam a medicação, a doença ficou controlada por quase o dobro do tempo em comparação com os pacientes que receberam o placebo: 7,4 versus 3,8 meses. Para Elge Werneck, oncologista do Grupo Oncoclínicas em Curitiba, a descoberta representa um grande avanço para pacientes com tumores metastáticos de pâncreas que possuem esse tipo mutação genética hereditária – a mesma responsável por alguns tipos de câncer de mama, ovário e próstata. Ouça a entrevista:

 

 

 

 

Entenda o tumor

 

 

O pâncreas é uma glândula que se localiza entre o estômago e a coluna vertebral, considerado um dos órgãos mais importantes do nosso organismo. Conhecê-lo a fundo e entender melhor os sintomas de mau funcionamento é essencial para o diagnóstico precoce de doenças, inclusive o câncer.

 

Para se ter uma ideia, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes por essa doença.

 

O principal problema de detectar a neoplasia é que, na maioria das vezes, costuma apresentar sintomas que podem ser confundidos com problemas do dia a dia, dificultando assim o diagnóstico precoce. Além disso, apresenta maior incidência a partir dos 60 anos.

 

 

Fonte: Via assessoria

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